Dúvidas Frequentes em Cuidados Paliativos

O que são Cuidados Paliativos?

Os Cuidados Paliativos foram definidos pela Organização Mundial de Saúde em 2002 como uma abordagem ou tratamento que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameacem a continuidade da vida. 

A palavra Paliar, na sua origem, significa aliviar, proteger. A missão dos Cuidados Paliativos é aliviar o sofrimento causado por uma doença grave e promover a qualidade de vida, tanto do paciente quanto de seus familiares. Quando se está diante do diagnóstico de uma doença que ameaça a vida, esse sofrimento se manifesta de diversas formas: além dos sintomas físicos, há questões psicológicas, espirituais e até sociais que devem ser tratadas - se o paciente é quem sustenta a casa, por exemplo, como fica o resto da família quando ele adoece?

É nesse contexto que se encaixam os Cuidados Paliativos. O paciente recebe cuidado em todas essas áreas; esses cuidados se estendem também à família, porque quem está junto também sofre e por isso precisa ser amparado. (Com informações da ANCP - Academia Nacional de Cuidados Paliativos)

 

Qual a diferença entre os cursos de Aperfeiçoamento e Especialização?

- APERFEIÇOAMENTO (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, art. 44, inciso III): destina-se a profissionais que estejam no exercício de uma determina ocupação. O objetivo é melhorar o desempenho profissional. A carga horária presencial mínima é de 180h. Possui valor profissional e não acadêmico.

 

- ESPECIALIZAÇÃO (Resolução CNE/CES nº1/2007): esta resolução só se refere a pós-graduação Lato Sensu como especialização. A carga horária presencial mínima é de 360h. Confere um título acadêmico de especialista em determinada área, mas isto é diferente da titulação profissional, ao menos da Associação Médica Brasileira. 

Qual é o histórico dos Cuidados Paliativos no Brasil e no mundo?

Alguns historiadores apontam que a filosofia paliativista começou na antiguidade, com as primeiras definições sobre o cuidar. Na Idade Média, durante as Cruzadas, era comum achar hospices (hospedarias, em português) em monastérios, que abrigavam não somente os doentes e moribundos, mas também os famintos, mulheres em trabalho de parto, pobres, órfãos e leprosos. Esta forma de hospitalidade tinha como característica o acolhimento, a proteção, o alívio do sofrimento, mais do que a busca pela cura.

 

No século XVII, um jovem padre francês chamado São Vicente de Paula fundou a Ordem das Irmãs da Caridade em Paris e abriu várias casas para órfãos, pobres, doentes e moribundos. Em 1900, cindo das Irmãs da Caridade, irlandesas, fundaram o St. Josephs´s Convent, em Londres, e começaram a visitar os doentes em suas casas. Em 1902, elas abriram o St. Joseph´s Hospice com 30 camas para moribundos pobres.

 

Cicely Saunders nasceu em 22 de junho de 1918, na Inglaterra, e dedicou sua vida ao alívio do sofrimento humano. Ela graduou-se como enfermeira, depois como assistente social e como médica.  Escreveu muitos artigos e livros que até hoje servem de inspiração e guia para paliativistas no mundo todo. 
Em 1967, ela fundou o St. Christopher´s Hospice, o primeiro serviço a oferecer cuidado integral ao paciente, desde o controle de sintomas, alívio da dor e do sofrimento psicológico.  Até hoje, o St. Christopher´s é reconhecido como um dos principais serviços no mundo em Cuidados Paliativos e Medicina Paliativa.
Cicely Saunders conseguiu entender o problema do atendimento que era oferecido em hospitais para pacientes terminais. Até hoje, famílias e pacientes ouvem de médicos e profissionais de saúde a frase “não há mais nada a fazer”.  A médica inglesa sempre refutava: “ainda há muito a fazer”.  Ela faleceu em 2005, em paz, sendo cuidada no St. Christopher´s.

 

No Brasil, iniciativas isoladas e discussões a respeito dos Cuidados Paliativos são encontradas desde os anos 70. Contudo, foi nos anos 90 que começaram a aparecer os primeiros serviços organizados, ainda de forma experimental. Vale ressaltar o pioneirismo do Prof. Marco Túlio de Assis Figueiredo, que abriu os primeiros cursos e atendimentos com filosofia paliativista na Escola Paulista de Medicina – UNIFESP/EPM. Outro serviço importante e pioneiro no Brasil é o do Instituto Nacional do Câncer – INCA, do Ministério da Saúde, que inaugurou em 1998 o hospital Unidade IV, exclusivamente dedicado aos Cuidados Paliativos. Contudo, atendimentos a pacientes fora da possibilidade de cura acontecem desde 1986. Em dezembro de 2002, o Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – HSPE/SP inaugurou sua enfermaria de Cuidados Paliativos, comandada pela Dra. Maria Goretti Sales Maciel. O programa, no entanto, existe desde 2000. Em São Paulo, outro serviço pioneiro é do Hospital do Servidor Público Municipal, comandado pela Dra. Dalva Yukie Matsumoto, que foi inaugurado em junho de 2004, com início do projeto em 2001. (Com informações da ANCP - Academia Nacional de Cuidados Paliativos)

Para quais pacientes os Cuidados Paliativos são indicados?

É importante que os Cuidados Paliativos sejam incorporados o quanto antes, se possível desde o diagnóstico. Apenas o médico e a equipe multidisciplinar poderão indicar o tratamento. São eles que farão a indicação dos Cuidados Paliativos, estabelecidos cuidadosamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para pessoas que têm doenças graves e potencialmente letais, de forma a aliviar o sofrimento e trazer qualidade de vida. (Com informações da ANCP - Academia Nacional de Cuidados Paliativos)

Os profissionais de saúde precisam de uma formação específica para trabalharem com Cuidados Paliativos?

Sim, os profissionais que trabalham em Cuidados Paliativos devem buscar formação específica, como os cursos de pós-graduação, nos níveis de aperfeiçoamento e especialização. Além destes, há opções de oficinas de curta duração e cursos de extensão que abordam diversos temas, desde espiritualidade a bioética.

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